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Sobre Deus e Mães.

Quando um ser tem o dom de gerar a vida ele é chamado ou de Deus ou de Mãe e isso acontece desde a antiguidade mais clássica, quando se acreditava em muitos Deuses e em muitas Mães.
Pode parecer que quem gera filhos é Mãe, mas nem tudo o que parece é. Ser Mãe não é apenas o ato de carregar um ser da mesma espécie dentro do ventre por quanto tempo uma gestação durar, é o ato de amar. E esse ato vai além da vida, vai além do conhecer e consegue ir além do ser.
Uma Mãe de verdade ama mesmo antes do conhecer, conhece bem antes do ver e sabe que é até antes do ser. Talvez seja um instinto vivente dentro dos seres mais sensíveis.
O ato de ser Mãe beira sim os instintos, mas consegue misturar a razão com vários sentimentos nem sempre compreendidos.
Eu acredito que quando Deus cria um ser é como quando uma Mãe tem um filho. A primeira impressão deve ser de dor, afinal uma parte de si está indo embora do corpo, está começando a fazer parte de um mundo mais independente. Depois surge a emoção que nunca pode ser descrita. Pergunte à uma Mãe qual é a sensação de ver seu filhinho todo roxinho e ensanguentado pela primeira vez? Ela responderá que é a maior emoção do mundo, mas isso não descreve quase nada da emoção em si.
E então surgem as semelhanças. E então começa a surgir a imagem magnifica do ser Deus ou do ser Mãe. Pois essa imagem vai além do parto, além do repartir-se em pedaços. Ser Mãe ou Deus é ser criador, é criar e recriar à todo instante.
Um ser que gera mas não cria não pode ser chamado de Mãe, talvez de geratriz, pois apenas concretizou o ato da matéria, nada criou.
Eu sou filha de uma Mãe, pois fui criada por uma. Vejo imagens e semelhanças dela em mim. Se sou o que sou é porque ela me ajudou à construir.E se ela é Mãe é porque do seu suor e de sua raça surgiram seus três filhos. Hoje criados? Sim, e todos os dias recriados por muitas Mães.
O Mundo é como uma Mãe, onde aprendemos a todos os instantes como sermos e o que somos.E cada Mãe é um Mundo, onde tudo o que é belo pode habitar e onde tudo o que se pode criar existe.
O Mundo é como um Deus, que nos recria à toda hora e que cria à todo momento, fazendo seu papel de criador, sofrendo com partos e se emocionando da forma mais indescritível. E Deus é como o Mundo, habitando dentro de si cada ser que já criou.


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Maio.

Quando pequena os brinquedos pareciam mais que enormes, as luzes mais que coloridas e os cheiros e sabores mais que especiais.
Era como magia pura.
O vento frio, mas não gélido, abanava as blusas e fazia as toucas sempre caírem no chão. Era proibido sair de casa sem estar bem agasalhado e era de lei comer churros na Festa de Maio.
Festa essa que durava treze noites e quatorze dias, mas ainda criança ia apenas em três ou quatro,sempre no início, pois era um perigo no final, quando um verdadeiro "formigueiro humano se juntava", como dizia sua mãe.
Tudo era gigante e único. Seu maior moinho de vento eram os aviõezinhos, que davam tanto medo e ao mesmo tempo tanta alegria que era indescritível a sensação de estar lá.
Naquela época podia-se ser qualquer coisa, desde atirador de elite, quando o pai segurava a arma no Tiro ao alvo, até piloto de caça nos aviõeszinhos.Era-se quem queria ser.
Nessa época do ano as gripes e crises alérgicas eram comuns graças ao tempo seco e quando um ficava gripado, todos os outros ficavam também. Afinal, eram três e sempre seriam três.
Era uma loucura ir nos brinquedos todos, cada um queria um e sempre saia a conversa de amarra-los todos numa só cordinha.Mas pior era quando juntavam-se os primos.
Para as crianças era pura farra, mas para os adultos talvez não fosse tanto assim.
Os pais na verdade não deviam gostar de fato dessa bagunça, afinal eles trabalhavam durante o dia, mas as crianças nem ao menos dormiam com a ansiedade da festa.
No dia de ir todas as regras eram combinadas em casa: um cartelão para cada um, dez reais para comprar o que quisesem (sempre acabava sendo mais por causa dos quitutes trazidos na volta do trabalho ou pelos churros depois da escola), nunca desgrudar da mãe, dar sempre as mãos, nunca andar em fila, não falar com estranhos nem aceitar nada... As regras faziam parte da rotina de Maio, eram parte da Festa.
Depois de grande, os moinhos foram outros, a farra da Festa era ir em grupo. Ainda não abandonara o hábito de andar de mãos dadas e essas mesmas mãos eram também utilizadas para sinalizar quando alguém sumia em meio à multidão, tão temida na infância.
Nessa época os brinquedos dexaram de ser grandes, hoje são pequenos e não causam mais o mesmo vento no rosto e a impresão de que se pode ser o que se quer ser neste mês.
Os cheiros já não são tão bons e se parecem mais com cheiro de sujeira misturada com fritura. As luzes parecem pobres.Mas ainda há uma grande alegria na Festa: o sorriso da criança mais amada.
Sim, um simples sorriso faz com que tudo seja belo e mágico novamente e talvez simplesmente por isso os pais continuem levando seus filhos na Festa de Maio, para vê-los sorrir.
O incrível de crescer não é ver o passado ou ter outras ideias, é perceber que a magia da infância pode viver conosco, ao nosso lado e que sempre existirão crianças para segurar nossas mãos na Festa de Maio.
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Os Memes diante do atraso...

Pois bem, fiquei fora por alguns dias e voltei agora com três Memes...
Eu gosto desta forma de se descubrir quem são as pessoas, é uma forma interessante de se perguntar "Quem é você?".

Primeiro Meme: " A Sexta Foto"
Esse eu recebi da Arisa (Cadê você???) e gostei muitíssimo, gosto muito de fotos...

As regras:
Vá à pasta de fotos do seu computador;
Vá à sexta pasta de fotos do seu computador;
Coloque essa foto no blog e escreva alguma coisa sobre ela;
Convide 6 amigos(as) para participarem e fazerem o mesmo.

A Foto e sua história:


Hum...Essa foto foi numa noite muito bacana em Itapira no ano passado, no inverno.Um grupo de amigos meus e do meu irmão foi à um morro chamado Morro Pelado (sim, muitas piadinhas saiaram por causa desse nome...). Num frio congelante, já era mais de meia-noite(somos doidinhos mesmo...), fizemos uma fogueira,o Rapha tocava violão e nós todos cantávamos. Foram momentos especiais... Na foto estamos Eu; Lê ,amor da minha vida; Rapha meu irmão; Li e Drica grandes amigamores.

Quero saber da Sexta foto: da Lary My Fantastic Dreams, da Iana Voando Alto...Pensando Alto, da Lu Paes Trinta Livros, um Ano, do Israel Nothing , da Lina (que já fez por sinal)As insanas melodias da Lina da Pollyhttp://pollyok2.zip.net/.


Segundo Meme: "Dez coisas que você encontra no meu quarto."
Esse eu recebi da Lary e da Lina e, claro,achei uma belezinha...Queria fazer como a Lary fez e colocar as fotos, mas no momento estou desarmada de uma câmera fotográfica. Uma pena.

As "Coisas":
Em primeiro lugar, meu quarto não é só meu, é nosso: do Lê e meu. Engraçado, sempre morei com alguém chamado Lê, antes minha irmã, hoje o amor da minha vida.
O que mais gosto no nosso quarto são nossas alianças que estão sempre repousando na estante do computador quando estamos em casa... Depois vêm nosso porta retrato com nossa foto preferida. Temos também muitos bichinhos de pelúcia, apenas um é do Lê realmente (José, a lontra), temos então o meu preferido: o Vitor Hugo, grande amigo do Tigro e dos outros que ficam sentados na estante. Há caixas também, três para ser exata, uma com as cartas de Lina, uma com as cartas da Alê e uma toda delicadinha que ganhei de presente, as outras duas eu fiz. Tem também muitos CDs que nunca são ouvidos. Sempre há um livro em algum lugar, no momento é "Conserto para corpo e alma" do Rubem Alves. Os celulares, é claro. Canetas, lápis e muito papel, quase todos rascunhados... Sempre há também uma receita ou um certo caderno de receitas perdido por aqui. E se encontra também um caderno especial que ainda está fora do lugar: um Caderno de Cartas, que vive por perto para receber noticias de primeira mão. Ele ainda não está no seu destino e sim no remedente.
Eu mando esse Meme para três pessoas: Iana, Lu Paes e Polly.

Terceiro Meme: "A quinta da 161"
Esse eu recebi da Lina e achei interessante. Sempre suspeitei que todas as frases completas de um livro têm significado próprio e descobri estudando gramática que para ser frase uma oração tem de ter sentido completo. Por isso nem todo verso é uma oração mas sim uma frase.

As regras:
1- Agarrar o livro mais próximo;
2- Abrir na página 161;
3- Procurar a quinta frase completa;
4- Colocar a frase no blog;
5- Não escolher a melhor frase, nem o melhor livro! Utilizar mesmo o livro que estiver mais próximo;
6- Passar para cinco pessoas!
O Livro: "Poesia de Álvaros de Campo" da editora Martin Claret (Quase um livro de cabeceira)

A quinta frase (Verso, no caso):
"O soldado que morre pela pátria sem saber o que é a pátria"

Eu quero saber da quinta da 161 da Dressa Essence From Freedom , do Isrrael, da Iana, da Polly e da Lu Paes.

Obrigada a todos pelos Memes... E Iana eu não me esqueci do Selo, ele terá uma postagem especial.

Só pra constar: " E quem irá dizer que existe razão
nas coisas feitas pelo coração,
E quem irá dizer que não existe razão..."