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Sobre a saudade.

A saudade lembra de tudo o que foi vivido
Lembra do que foi e do que virá
Lembra do passado que realizamos,
das palavras que dissemos,
do riso unido,
das mãos dadas,
do abraço apertado,
do canto em cojunto,
da vida numa harmonia única.
Lembra da vida...

Mudanças bandidas que unem e depois separam,
Que trazem mais lágrimas do que pensamos ter,
Que nos fazem mais saudade do que imaginamos ser...


Às vezes, quando penso na minha saudade, ela realmente me parece uma companhia. Um ser de uma melâncolia mais bonita que vive conversando comigo nos momentos em que estamos apenas eu e eu mesma. Penso que saudade é mais que falta, é mais belo e mais humano que apenas o vazio de algo necessario. Saudade é a lembraça da vontade de ter novamente.
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Sobre as árvores.

Incrível é o modo como as árvores se curvam ao vento, curvam-se mas não caem. Quanto são curvas, sustentam seu peso de forma gradual, elástica. Quando são altas sustenta-se em raízes fortes e demoram tanto para estarem totalmente formadas...
As árvores carregam em si o dom da natureza, criam e sustentam a vida como se fosse algo simples.
Vestem-se conforme a estação, são tão sazonais quanto qualquer ser...Dormem quando precisam dormir, comem o que é necessário comer vivem o quanto lhes é permitido viver.
Velam por todos os seres, são como mães e pais, são nações e são pátrias, são casas e refúgios, são quem precisam ser.
As árvores florescem e dão frutos, sem reclamar da dádiva que têm em mãos e cuidam de cada coisa ao seu redor com um esmero natural.
Zelam pela vida e enfeitam a morte...

Eu gosto tanto das árvores...São Entes que sugerem um mundo mais simples, belo enquanto simples.
Hoje eu vivo cercada de árvores. Enquanto vou para a sala de aula passo por um pomar e para qualquer lado que eu olhe durante o dia vejo uma árvore, grande, pequena ou apenas cheia de flores.
Ando sem tempo de publicar, mas com muita inspiração pra escrever.

Um concelho: façam faculdade! E façam com que as coisas aconteçam de verdade...Como as árvores fezem.
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Vôo Livre.


A ideia do Mundo está num vôo livre...
Primeiro as asas crescem,
depois surge o apoio
e por fim o medo.
E após o medo surge a fé.
O Mundo não passa de apoio e fé
e nós não passamos de pássaros em busca do vôo livre.