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D&D ou Domingo com Dados

Tudo começa simplesmente do nada... Na verdade começa com uma ficha e uma idéia mal-formada sobre um jogo, um personagem e um lugar...Sombrio, medieval, ilusório, imaginário ou imaginativo. Um lugar onde se imagina.
Nunca esperamos voltar a brincar com a imaginação depois de crescidos, ou melhor, depois que deixamos de acreditar que existam fadas, doendes, dragões, magos e a magia em si...Depois que deixamos de acreditar
que podemos criar um mundo onde a vida é uma eterna crônica fantástica.
Agora todos os domingos são povoados por isso, e além disso por Dados. Dois tipos de Dados. Os Dados são aqueles que realmente decidem a vida e os rumos que Melina e todos os seus companheiros de aventura vão seguir. Existem os dados simples, que se decidem apenas pela sorte, por um mero rolar. Mas existe um Dado complexo. Aquele que cria todas as histórias, que vive os monstros, os vilões e o bonzinhos, outros personagens do Mundo.
É verdade que é muito raro aparecer um personagem bonzinho, assim como é muito raro uma magia de morte dar certo. Mas tudo é possivel no mundo de D&D. E tudo é emocionante nesse mundo. E ver a vida nesse mundo é que torna as coisas raras. Poder enxergar sem ver com os olhos é a coisa mais incrivel que pode existir e algum dia talvez eu conssiga escrever uma crônica de verdade sobre uma história de verdade, no verdadeiro mundo de vidas.
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Tempo,Distância e joelhos problemáticos




"É, a vida é um balé,
é feita do que é,
os pés guiando passos
e os passos guiam o pé"

Esse é o refrão de uma música de um autor que ainda mora no fim do mundo...Sinto falta desse cara,das músicas dele e das músicas que criamos sentados no parque.
Eu queria muito descobrir quem criou o tempo,a distancia e os joelhos problemáticos. E sim,essas três palavras tem uma relação intrínsica.
O tempo passa,a gente aprende.
Já ouvi diversas teorias dizendo que o tempo se criou quando o universo se criou,mas isso hoje já não me interessa mais.O que me interessa são os "porques".
O tempo passa, a gente cresce,muda, deixa o antigo eu num canto e cria o novo eu e isso é bom, mas a distância caminha ao lado disso.
Quando a gente cresce, de alguma forma,vai embora e a distância é uma das coisas mais tirstes do mundo.
Na verdade a distância é a tristeza do mundo. As pessoas só são frias porque são distantes, só não riem porque permanecem bem longe da graça que a vida mostra em todos os momentos que dirigimos nossos olhos pra ela.
O tempo passa,criamos distâncias,ás vezes lutamos contra qualquer distância e aí chega uma hora em que os joelhos doem.
Vamos ao médico e ele nos diz que não podemos mais lutar contra a distância,nossa paixão terá de ficar de lado,esquecida pra não doer tanto,empoeirando junto com as fantasias de todos os festivais que dançamos.
Ou seja, tempo,distância e joelhos problemáticos também tem relação com esquecimento, mas essa palavra ainda não permeia o meu vocabulário como as outras...
O que permaneçe hoje é a palavra lembrança. Aindo lembro da bailarina que mais brilhou como odalisca...E eu sei que ela ainda mora em algum canto além da tristeza de deixar uma paixão de lado.
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Ah! A infância...

"Tudo que eu realmente preciso saber sobre a vida... Como ser.... Aprendi no jardim da infância. Não foi na universidade nem na pós-graduação que eu encontrei a verdadeira sabedoria, e sim no recreio do jardim da infância. Compartilhar, brincar dentro das regras, não bater nos outros, colocar as coisas de volta no lugar, limpar a própria sujeira, não pegar o que não é meu, pedir desculpas quando machucava alguém, lavar as mãos antes de comer, puxar a descarga do banheiro. Também descobri que café com leite é gostoso, que uma vida equilibrada é saudável e que pensar um pouco, aprender um pouco, desenhar, pintar, dançar, planejar e trabalhar todos os dias, nos faz muito bem. Tirar uma soneca à tarde, tomar muito cuidado com o trânsito, segurar as mãos de alguém e ficar juntos, são boas formas de enfrentar o mundo. Prestar atenção em todas as maravilhas e lembrar da pequena semente que, um dia, plantamos em um copo de plástico. As raízes iam para baixo e as folhas iam para cima, mas ninguém realmente sabia nem porquê. Mas nós somos assim! Peixinhos dourados, ratinhos brancos; e até mesmo a pequena semente do copo de plástico, tudo morre um dia. E nós também. Tudo que você realmente precisa saber esta aí. Faça aos outros aquilo que você gostaria que fizessem para você...Amor, higiene básica, ecologia e política contribuem para uma vida saudável. Penso que tudo seria melhor se todos nós - o mundo inteiro - tomássemos café com leite todas as tardes e descansássemos um pouquinho abraçados a um travesseiro. E ainda é verdade que, seja qual for a idade, - o melhor é darmos as mãos e ficarmos juntos!"

Texto de Robert fulghum - tradução de Ernesto H. Simon