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E tudo isso.



É faz tempo...
Faz tempo que não há tempo. Engraçado como hoje o tempo parece menor, as horas parecem mais curtas, as amizades mais escassas, a vida menor... E ainda assim as alegrias parecem melhores, mais fáceis, o amor parece maior, a paixão mais forte, os sonhos mais possíveis.
Às vezes fico pensando de quem é a culpa. A culpa por tudo. Pela vida, pelo tempo, por todas as coisas que achamos que existem. E será que existe mesmo um culpado? Talvez haver a culpa seja só uma forma fácil de explicar, como dizer à uma criança que chove porque São Pedro lava o céu, é muito mais fácil...
Fácil é algo meio besta. Nós nunca seguimos por esse caminho mesmo... Gostamos é de complicar a vida, de achar que nem tudo são flores, de não enxergar o quanto há pela frente, de perceber o quanto é banal não ter o que resolver. Mas ainda assim existem coisas fáceis. O amor é fácil. Fácil e simples.
Difícil são as relações e pensar que vivemos delas.
Assim como os alimentos mais maravilhosos nutrem nosso corpo, as relações nutrem nossa alma. Tanto as conturbadas quanto as calmas. Assim como é preciso comer de tudo, precisamos de todas as relações e isso soa meio estranho ao nosso coração. Andar pelo asfalto é fácil, difícil mesmo é escalar uma montanha. Mas qual dos dois é melhor?
Melhor mesmo sempre será a dúvida. Enquanto questionamos coisas incríveis podem acontecer mas quando paramos o que de mágico pode acontecer? A magia está em quem pode ver e ai é que está o x a questão, todo ser humano tem as mesmas capacidades, diferentes facilidades, então o poder está no querer. Pois é... Confuso?
Quando paramos pra pensar tudo se torna meio confuso e quando escrevemos então... nem se fala. A razão de tudo isso é simplesmente mostrar como funciona uma mente meio livre. Meio livre porque sempre haverão amarras... Somos feitos luz mas toda luz sempre encontra uma parede. A diferença é a que sempre a luz encontra uma fresta. Onde está nossa fresta?
Talvez a fresta esteja na meia liberdade e o quanto podemos aproveitá-la. Descobri que a minha liberdade está em escrever e em mais mil e quinhentas atividades pelo menos. E percebi também que isso às vezes fica meio perdido quando estamos felizes demais. A felicidade oprime a liberdade. Ela oprime tudo na verdade, ela é meio egoísta. Só percebemos que estamos imensamente felizes quando nos esquecemos de todo o resto. Mas, uma hora, uma voizinha fica gritando "Olha o equilíbrio! Vai se perder por aí, menina!". É a felicidade também oprime a memória. Você se esquece de tudo o que estava ao seu redor quando você estava menos feliz. Então ela também te cega... Você não percebe o que está deixando de lado.
Os objetos que se encontram na sua visão periférica são tão importantes quanto os que estão focalizados.
É estranho pensar assim, mas é assim que é.
E tudo isso, o tempo, a culpa, as facilidades, as dificuldades, o amor, as relações e a felidade é só pra dizer: "Sim, agora ela quer escrever."

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E daí se às vezes seguimos pela contramão?
Não existem problemas quando nos acostumamos à ser estranhos...
Afinal os problemas estão nos olhos daqueles que os vêem,
na mente de quem os cria.
Acreditar na dificuldade é uma triste ilusão,
encarar a distancia de frente é um ato de coragem
e o que te impede de ser um leão?
Nada nos prende além da nossa vontade de ficar.
Mas e o medo de sair?
Ah o medo... Amarga percepção de que somos fracos.
Mas o que acaba com o medo é a visão dos sonhos.
E não existem sonhos irreais ou escassos
O mundo é muito maior do que nossos olhos enxergam
E ele é belo para os treinados,
uma aventura para os iluminados,
uma oportunidade para os visionários...
E o que todos eles pensam?
Seguir em frente, mesmo que seja pela contramão da maioria.


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E é através da chuva que vamos seguindo...

Apesar de qualquer coisa e antes de tudo, continuamos sempre a caminhar.
Através dos raios de sol, dos ventos de outono, do gélido inverno, continuamos seguindo em frente. Conquistamos, apesar da chuva.
Chuva essa que tende a nos atrapalhar, que interfere nos caminhos que vão sendo escolhidos, nos planos que vão sendo traçados, nos sonhos que às vezes vão sendo esquecidos.
Não necessariamente toda chuva é de água... Existem chuvas que simplesmente não molham, apenas nos cansam e existem chuvas que nos encharcam até mesmo a alma.
Mas, às vezes, quanto mais forte a chuva, mais forte nos tornamos.Quanto mais molhados, mais corremos. Quanto mais inundações, maior é o desejo de mudança. Quanto mais assustadora a tempestade, mais belo o arco-íris depois dela...
Simplesmente nos moldamos conforme nossos desafios, pulamos mais alto conforme o obstáculo.
Mas afinal quem impõe esses obstáculos, quem faz as chuvas afinal? Não somos nós.Talvez seja alguma coisa que reconhece nosso potencial.Algum ser que esteja além do nosso entendimento. Talvez seja o destino, uma instituição que ninguém entende mas quase todos acreditam.
A verdade é que não temos olhos bons o suficiente para enxergar além, por isso vemos tão bem a chuva que nos cerca e tão mal o que está além dela.
E provavelmente por termos tantos desejos, por sermos realmente firmes em nossas decisões, é que continuamos conquistando, passo a passo, o que está além da chuva.Porque quem não é forte o suficiente em sua decisão, fica parado.
Pois é, nós somos grandes o suficiente para conquistarmos, apesar da chuva.
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Atada.

Tenho as mão como raios de sol
Constroem um mundo
Mas não desatam o nó da escuridão
Existente na noite de um irmão.

Tenho o coração cheio de alegria
Representando a sinfonia da vida
Sem vencer o silencio da agonia
Presente nos olhos de uma amiga.

Tenho no corpo uma alma cheia de música
Que corre e percorre caminhos
Do desconhecido
Ao intrínseco,
Mas que não carregas as pedras
Apesar do coleguismo.

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As despedidas.

Tenho medo das despedidas.
Quando olho profundamente para elas tenho a impressão que representam coisas que não vão voltar, pessoas que não estarão mais ali, momentos que não vão se realizar.
Despedidas me parecem desejos perdidos.
Talvez sejam a incapacidade humana de ficar, a vontade de mudar.
Percebo que quando abraço alguém dizendo até mais, esse até mais é um tempo muito longo e então eu choro por dentro...Mas ainda assim uma luz pertinente insiste em brilhar, a luz do reinicio.
Às vezes, despedidas são sinais de reencontro. São a esperança da volta.
Elas têm a capacidade de nos fazer sentir falta daquilo que deixou de existir, nos deixam a impressão de momentos que poderiam ter sido mas não foram, de sentimentos que deveriam ter sido vividos mas não passaram pela vivência.
As despedidas nos mostram um mundo de possibilidades não realizadas, ultrapassam no ideia de convivência mostrando o quão pobres somos por não aproveitar totalmente os momentos de vida comuns uns aos outros.
As despedidas são o início da saudade e a ausência do presente no futuro.
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Quis gritar mas segurou a voz...

Quis chorar mas resolveu sorrir.Enquanto o Mundo lhe dizia o que não fazer, ela resolveu seu próprio destino. Como se nada mais importasse além da sua própria felicidade. E o que mais deveria importar?
Além dos caminhos todos pela frente, percebeu que tinha uma grande mochila nas costas e mãos que seguravam levemente as suas.
Entendeu então que dentro de si, havia apenas o que ela realmente havia construído, existia apenas a verdade dela mesma.
Enxergou então que nada mais poderia lhe segurar, a não ser o seu prórpio desejo de ficar.
Viu que as mãos que a apoiavam era ela quem havia permitido escolher e que por amá-la continuariam sempre ali. Ela já não se permitia guiar.
Sentiu o quanto era forte, quão grande era seu poder.
E agora, cada vez que a revolta a seguisse, olharia para os lírios, veria a beleza, iria senti-la, como se cada a cada respirar apenas a alegria sentisse, como se a cada olhar apenas o amor visse.
Decidiu que buscaria a vida, assim como ela sempre a seguira.



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Sobre a saudade.

A saudade lembra de tudo o que foi vivido
Lembra do que foi e do que virá
Lembra do passado que realizamos,
das palavras que dissemos,
do riso unido,
das mãos dadas,
do abraço apertado,
do canto em cojunto,
da vida numa harmonia única.
Lembra da vida...

Mudanças bandidas que unem e depois separam,
Que trazem mais lágrimas do que pensamos ter,
Que nos fazem mais saudade do que imaginamos ser...


Às vezes, quando penso na minha saudade, ela realmente me parece uma companhia. Um ser de uma melâncolia mais bonita que vive conversando comigo nos momentos em que estamos apenas eu e eu mesma. Penso que saudade é mais que falta, é mais belo e mais humano que apenas o vazio de algo necessario. Saudade é a lembraça da vontade de ter novamente.
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Sobre as árvores.

Incrível é o modo como as árvores se curvam ao vento, curvam-se mas não caem. Quanto são curvas, sustentam seu peso de forma gradual, elástica. Quando são altas sustenta-se em raízes fortes e demoram tanto para estarem totalmente formadas...
As árvores carregam em si o dom da natureza, criam e sustentam a vida como se fosse algo simples.
Vestem-se conforme a estação, são tão sazonais quanto qualquer ser...Dormem quando precisam dormir, comem o que é necessário comer vivem o quanto lhes é permitido viver.
Velam por todos os seres, são como mães e pais, são nações e são pátrias, são casas e refúgios, são quem precisam ser.
As árvores florescem e dão frutos, sem reclamar da dádiva que têm em mãos e cuidam de cada coisa ao seu redor com um esmero natural.
Zelam pela vida e enfeitam a morte...

Eu gosto tanto das árvores...São Entes que sugerem um mundo mais simples, belo enquanto simples.
Hoje eu vivo cercada de árvores. Enquanto vou para a sala de aula passo por um pomar e para qualquer lado que eu olhe durante o dia vejo uma árvore, grande, pequena ou apenas cheia de flores.
Ando sem tempo de publicar, mas com muita inspiração pra escrever.

Um concelho: façam faculdade! E façam com que as coisas aconteçam de verdade...Como as árvores fezem.
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Vôo Livre.


A ideia do Mundo está num vôo livre...
Primeiro as asas crescem,
depois surge o apoio
e por fim o medo.
E após o medo surge a fé.
O Mundo não passa de apoio e fé
e nós não passamos de pássaros em busca do vôo livre.
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Ciclos do caminho.

Passagens são como ciclos,
E o que existe são passagens.
Um rio nunca é o mesmo
Um dia nunca é apenas dia...
O além vai por onde a vida passa,
O infinto está num abraço antigo.
O ciclo de existir está no permitir,
Permitir que haja voltas e inicios
Que haja fascinios e amores,
Que haja vida na existência...
O ciclo vai além do sol que se põe para alguns
E se levanta para outros
Está na teia colorida e permeada de vidas,
Está no humano mundo do ser.
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Um pouco de poesia.

Quanto tempo levamos para crescer?
E quando somos ralmente grandes?
Quantos caminhos iremos percorrer até o dia acabar?
Somos quem podemos ser, sonhos que podemos ter...
Com quantos caminhos se faz uma vida,
E com quantas vidas se faz um caminho?
Por quantas pedras e por quantos rios passaremos,
o que levaremos?
Dar-se enquanto é tempo,
doar-se enquanto há vida...
As coisas passam num piscar de olhos e quando vemos o caminho já passou.
Nada acabou, tudo apenas começou.
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Aquilo que os olhos dizem...

Ela simplesmente não sabia o que fazer...Como podia ler olhares?
Acordara de manhã e, ainda com ramela nos olhos, encontrou sua mãe no banheiro a se maquiar, disse "Bom dia...", e sua mãe a olhou com os olhos já delineados e disse "Bom dia..."com os lábios, mas dizendo: "Talvez fosse um bom dia se o meu chefe não aparecesse na repartição e seu pai me levasse pra jantar..." com os olhos.
"Hora, convide papai para jantar e não dê tanta atenção assim ao seu chefe!"exclamou a menina. A mãe a olhou espantada perguntando meio à garota meio à si mesma se teria dito seu pensamento em voz alta. A menina foi-se pelo corredor e a deixou lá, com seu questionamento.
Trocou-se, pegou todo seu material e olhou-se no espelho do aparador. Estava diferente, dormira tão bem sonhando com "Ele".Como seria dormir tendo a certeza do seu abraço, do seu beijo, do amor d'Ele? Nos sonhos ela já sabia como era.
Tomou café silenciosamente ao lado do pai, ela divagando sobre sua paixão juvenil e ele protegido pelo jornal, uma grande fuga quando não se tem assunto.Logo veio a mãe, correndo e dizendo do atraso, nem sequer olhando a mesa ou tudo ao seu redor. "Vamos menina ou você perde a primeira aula e eu ganho uma bela chamada!"
Seguindo a mãe disse "Até" ao pai e foi, toda esvoaçante até o carro. Não é que estava excitada pela escola, a escola em si não a animava, mas "quem" estava na escola trazia toda essa euforia.
No caminho a mãe foi silenciosa e a menina mais ainda, uma nem sequer olhara para a outra e no fim do percurso ela percebeu que a mãe estava com ocupações demais para ser sua caixa de confidências. Disseram apenas "Thau" mas ela viu, no fundo dos olhos da mãe uma frase.
"Queria tanto que as coisas fossem diferentes." Essa frase estava batucando em sua cabeça como "I just called to say I love you", não era uma música, mas parecia. Como ela leu ou ouviu isso?Como podia ver o que olhares diziam? E porque sua mãe estava pensando isso? Simplesmente porque sua vida não era como sonhara...E isso a mãe teria de resolver sozinha.
Enquanto ela pensava na vida chegou "aquela pessoinha". Olhou-a dentro dos olhos dizendo "Ele é meu!" sem nem ao menos mexer os lábios. Agora sim, ela estaria ficando louca? Sabia que as pessoas falavam com olhos, mas nunca pensara nisso como algo real e incontestável. Sem pensar duas vezes, disse com sua voz terna e sábia: "Ninguém pertence à qualquer ser deste mundo.Tenha um bom dia"
A pessoinha empinou o nariz e saiu do alcance dos seus olhos.Definitivamente ela não havia entendido nada...E isso não deixava de ser engraçado!
Logo "A amiga" chegou. Se abraçaram apenas e naquele instante de infinito nada precisou ser dito e tudo foi entendido. Ela disse a amiga: " Estou entendendo o que os olhos dizem..." e a outra simplesmente disse "Eu tinha certeza que um dia você entenderia". A abraçou novamente e seguiu pelo corredor, o sinal havia tocado. A menina foi para sua sala sem entender muita coisa.
Enquanto ela olhava para o nada que a lousa vazia representava "Ele" chegou. Suas pernas bambearam e suas maçãs do rosto ficaram ainda mais rosas. Um sorriso de canto de boca pareceu quando ele lhe digiriu o olhar, que dizia apenas "Bom dia!". Ela apenas mexeu os lábios mas som nenhum saiu...Ele sentou-se ao seu lado. Ela ficou mais rubra ainda. E a aula começou e seguiu seu curso, com ela vendo o tédio das mentes de alguns professores, a sabedoria dos pensamentos de outros e a realização nos ensinamentos de alguns.
Logo depois do almoço, antes do professor chegar, Ele sentou-se e disse: "Você vai de ônibus hoje?" e ela respondeu "Sim" com uma voizinha tão pequena quanto a palavra. Olhava em seus olhos e nada lia...Ele disse: "Que bom! Assim quem sabe você pode me explicar literatura? Eu não entendo Fernando Pessoa...Eu guardo seu lugar no ônibus." Ela novamente disse apenas que sim.
A aula continuou e ela não conseguia entender nada que o professor dizia, não entendia os números e parecia que se esquecera do que as palavras diziam...
O tempo passou arrastado mas passou e logo chegou a hora de ir embora. Correu até o ponto, entrou no ônibus e logo ouviu um "Aqui! Eu guardei seu lugar". Olhou a frente e viu aquela mão que tanto observara durante suas aulas e logo depois viu os olhos que tanto lhe impressionavam com sua cor de mel, mas sem ler o que poderiam dizer.
O caminho foi mais curto do que ela queria, enquanto ela lhe explicava " Meu olhar é nítido como um girassol" ou então "Pensar é negar o sentir", ou então "Nada me prende, a nada me ligo, a nada pertenço" e por fim "Segue o teu destino,/Rega as tuas plantas,/Ama as tuas rosas./O resto é sombra de árvores alheias."
Pertíssimo do seu ponto, ela disse, não querendo dizer, "Eu desço aqui."
E ele simplesmente respondeu "Eu sei" E dando-lhe um beijo no rosto disse "Obrigado".
Ela ia levantando quando ele segurou sua mão, nada disse, mas ela entendeu o que o mel dos seus olhos diziam...
" Você não faz ideia de como eu te admiro! E mesmo não sabendo o que realmente é, sei que sinto algo maior que isso."
Ela ainda pensava no que havia visto-ouvido com olhos deitada na cama. Na verdade, pensou o tempo todo. Não se lembrava do que havia jantado, nem o que havia visto na televisão, apenas lembrava que era sensível o suficiente para ler o que os olhos diziam e que isso fazia algo ser melhor, na verdade, muito melhor em sua vida. Ler as pessoas podia fazê-la feliz...E Ele a admirava...E isso não era o todo, era apenas o início.
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Aos Trinta.


Daqui a doze anos eu terei trinta anos...O tempo é realmente algo destinto.Desde pequena penso em como inventaram o tempo e porque ele rege tanto nossas vidas. Lembro-me de perguntar às pessoas grandes como o tempo havia surgido e em qual tempo o seu criador apareceu no Universo. Até hoje penso nisso porque acredito ser ele o bem mais precioso que pode existir.É a partir dele e apenas nele que as coisas podem ser planejadas e construídas.
Desde que me entendo por gente planejo minha vida. As idades, os períodos,os estudos, os trabalhos,os filhos, o marido...Acho que cada pessoa se preocupa de alguma forma com as coisas que podem ou não acontecer em sua vida.
Antes eu imaginava que aos dezoito estaria na faculdade, morando em uma república, estudando feito louca e solteira como uma pedra. Depois passei a me imaginar morando em Campinas, estudando como uma louca e namorando um cara que morava à uns cem quilometros de distância.Hoje, aos dezoito, passei na faculdade, vou estudar como uma louca e ao mesmo tempo ser esposa e dona de casa...E não poderia ser melhor!A vida é cheia de surpresas e nos prega peças o tempo todo e a única coisa que podemos fazer é rir dessas peças...
Todo mundo deve sonhar com os trinta "...a idade do sussesso!", qual a relação entre essas duas coisas eu não sei, mas aos trinta tudo pode mudar.
Eu nunca conssegui me imaginar aos trinta anos, eu sempre parava nos vinte e oito que era quando eu teria que arranjar um marido...Hoje eu ainda penso bastante no futuro, muito menos do que antes por ter aprendido que as coisas acontecem quando têm de acontecer. Imagino como eu quero estar e quem eu quero ser daqui a doze anos.
Aos trinta eu vou ter um filho de uns três anos, uma casa linda, o amor da minha vida ao meu lado,uma bagagem maior ainda de livros lidos e duas faculdades.
Quero levantar às quatro da manhã e ir ao mercadão fazer as compras frescas para o restaurante, voltar para casa e acordar meu marido com o seu café na cama de sempre ouvindo alguém no quarto ao lado choramingando algumas palavras confusas.
Quero rir de um pingo de gente que fala as palavras erradas e esbarra em tudo como eu e quero continuar a ver o brilho do amor nos olhos de quem amo.
Quero continuar com uma felicidade plena e completa, independente do que esteja acontecendo além daqui, dentro de mim.
Eu vou visitar minhas amigas médicas, arquitetas, psicólogas e as que ainda não sabem o que farão aos trinta e nós iremos rir do passado. Riremos da escola, contaremos das faculdades, consolaremos as lágrimas e continuaremos tendo por dentro os mesmo sentimento em relação à cada uma.
Vou ver uma grande pessoa numa peça teatral e dizer: "Ela é minha madrinha de casamento!"
E vou ver um grupo musical famoso e dizer: " O cara do violão é meu padrinho de casamento e a vocalista?! Eu a vi cantar quando ainda morava numa cidadezinha do interior!"
Vou ter todas as músicas que o meu irmão, viajando o mundo todo, tocará. E me emocionarei vendo os vídeos da minha irmã dançando fora do País.
Quando eu tiver trinta anos vou abrir a janela do quarto e dizer que eu sou feliz e que o Mundo não é tão grande assim...Daqui a doze anos eu continuarei sendo a mesma Laís de hoje, meio destrambelhada, nerd, apaixonada por livros e por pessoas, escritora e poetisa por inspiração, musisista por DNA, românticapor natureza, jogadora de D&D, encantada por flores e céus cheios de estrelas e amante das cozinhas e dos amigos.

Esse texto não só meu, é da Lina, da Mary, da Samara, da Laís Pedroso, Da Aline, do Jânio, da Tamy,do Rapha, da Letícia e principalmente do Leandro, o amor da minha vida que vai me ver não só aos dezoito e aos trinta, mais aos quarenta, cinquenta, sessenta, setenta...Pelo resto da minha existência.
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A Flor da Liberdade.

"...Liberdade, essa palavra que o sonho humano alimenta
que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda..."
Cecília Meireles, in Romanceiro da Inconfidência, 1953
Imagine uma flor. A mais bela, a mais rude ou a mais singela.
Imagine uma cor. Num tom claro, escuro ou misturado.
Imagine apenas...E contrua num sonho sua maior obsessão.
Esta é a Liberdade. Uma flor cultivada pelo mais intimo intelecto humano, plantada e germinada no jardim dos sonhos mais profundos e mais inexplicáveis.
Ela brota quando conhecemos seu adubo, o Ideal. Oh Ideal! Que faz com as pessoas morram enquanto trilham seus caminhos mas que faz com que carreguem no peito uma sede complexa de mudança e nos olhos o fogo de mudar.
Ela cresce quando caminhamos em busca de mais adubo e de mais terras férteis, os sonhos.Neles plantamos cada vez mais a Flor chamada Liberdade, depositando o mais puro amor e os mais imperfeitos sentimentos humanos.
A Flor é plantada mas nunca colhida, sempre há amarras no mundo, mesmo que invisíveis. Já nascemos entre grades e a Liberdade é plantada por nós além dessas grades, onde bate o sol da fraternidade, onde há ventos de mudanças, onde existe a chuva da igualdade.
Esta Flor se mostra forte mas é tão delicada quanto uma gota de orvalho. Precisa do sol da fraternidade para que suas raízes sejam fortes e firmes na terra, para que uma flor permita que a outra cresça numa certa proximidade, para que a beleza das diferentes cores se combinem, não se contrastem.
Nescessita dos ventos de mudança para que as pétalas velhas caiam e surjam novas, tão belas quanto as antigas e para que seu caule seja sempre rijo diante das coisas que a possam abalar. Tudo tem sua hora de mudar.
E é sempre bom que caia sobre ela a chuva da igualdade, que mostra que todas as Liberdades são belas e necessárias, que são iguais perante o céu. São gotas pesadas, que mostram a cada flor que ela é única mas não "a única". Todas são importantes para que haja um belo jardim.
Sempre que regada ela fica mais bela e sempre que replantada faz com que mais flores possam surgir e povoar esse imenso jardim chamado ser humano.
Como se rega? Com idéias.
Como se replanta? Com palavras.


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Uns Selos especiais.

Este selo eu ganhei da Iana do Voando Alto...Pensando Alto.
Mexeu e remexeu na minha mente... "O que significa ser um Homo sapiens ?"
Na verdade ainda não terminei minha resposta, mas afinal, eu nunca as termino mesmo...Um cara genial me disse uma vez que nunca devemos ter certeza das respostas, se tivermos seremos seres que não pensam mais...Não existem conclusões.
Ser um Homo sapiens é ser um animal. Aquele animal que racionaliza e diz que nenhum outro faz o mesmo. O animal no topo da cadeia alimentar, que comanda o mundo, que modifica o mundo mas não o domina.Mas existe a outra faca deste animal.
Existe algo nesse animal chamado Ser humano, uma outra face da mesma moeda, uma outra ideia da mesma mente.
Ser um Ser humano é pertencer à um grupo que vive uma vida em sociedade como todos os animais, mas que com essa sociedade modifica o mundo onde vive, fazendo o melhor para o seu grupo, vivendo a grande contradição de pensar na construção e na destruição que ele causa e que hoje caminham em conjunto.
Ser um Ser humano é carregar em si a dúvida, a contradição da existência, sem entender o porque das coisas mas sempre inventando os pra ques da vida.
É mais ou menos isso afinal...
Eu repasso esse selo para quem ficar inspirado em responder a questão: "O que significa ser um Homo sapiens ?

Esse selo eu ganhei da Lu Paes do Trinta Livros, um Ano gostei muito da lista dela... Ficou bela.
Há apenas duas regras: Indicar oito pessoas ao selo e listar oito desejos antes de morrer.

Os meus desejos:
1.Me formar e trabalhar em gastrônomia.
2.Ter filhos. Um do meu corpo e um do Mundo.
3.Escrever um livro.
4.Criar uma biblioteca e ler livros para crianças que gostem de ouvir como eu ainda gosto.
5.Mudar a vida de pessoas e continuar permitindo que mudem a minha.
6.Aprender à preparar sobremesas quentes e me especializar nelas.
7.Voltar a cantar em um Coral.
8.Voltar à fazer Teatro.

E o Selo vai para...
Dressa,Essence From Freedom
Lina,As insanas melodias da Lina
Iana,Voando Alto...Pensando Alto
Lary,My Fantastic Dreams
E para quem mais quiser mostrar seus desejos!
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Sobre Deus e Mães.

Quando um ser tem o dom de gerar a vida ele é chamado ou de Deus ou de Mãe e isso acontece desde a antiguidade mais clássica, quando se acreditava em muitos Deuses e em muitas Mães.
Pode parecer que quem gera filhos é Mãe, mas nem tudo o que parece é. Ser Mãe não é apenas o ato de carregar um ser da mesma espécie dentro do ventre por quanto tempo uma gestação durar, é o ato de amar. E esse ato vai além da vida, vai além do conhecer e consegue ir além do ser.
Uma Mãe de verdade ama mesmo antes do conhecer, conhece bem antes do ver e sabe que é até antes do ser. Talvez seja um instinto vivente dentro dos seres mais sensíveis.
O ato de ser Mãe beira sim os instintos, mas consegue misturar a razão com vários sentimentos nem sempre compreendidos.
Eu acredito que quando Deus cria um ser é como quando uma Mãe tem um filho. A primeira impressão deve ser de dor, afinal uma parte de si está indo embora do corpo, está começando a fazer parte de um mundo mais independente. Depois surge a emoção que nunca pode ser descrita. Pergunte à uma Mãe qual é a sensação de ver seu filhinho todo roxinho e ensanguentado pela primeira vez? Ela responderá que é a maior emoção do mundo, mas isso não descreve quase nada da emoção em si.
E então surgem as semelhanças. E então começa a surgir a imagem magnifica do ser Deus ou do ser Mãe. Pois essa imagem vai além do parto, além do repartir-se em pedaços. Ser Mãe ou Deus é ser criador, é criar e recriar à todo instante.
Um ser que gera mas não cria não pode ser chamado de Mãe, talvez de geratriz, pois apenas concretizou o ato da matéria, nada criou.
Eu sou filha de uma Mãe, pois fui criada por uma. Vejo imagens e semelhanças dela em mim. Se sou o que sou é porque ela me ajudou à construir.E se ela é Mãe é porque do seu suor e de sua raça surgiram seus três filhos. Hoje criados? Sim, e todos os dias recriados por muitas Mães.
O Mundo é como uma Mãe, onde aprendemos a todos os instantes como sermos e o que somos.E cada Mãe é um Mundo, onde tudo o que é belo pode habitar e onde tudo o que se pode criar existe.
O Mundo é como um Deus, que nos recria à toda hora e que cria à todo momento, fazendo seu papel de criador, sofrendo com partos e se emocionando da forma mais indescritível. E Deus é como o Mundo, habitando dentro de si cada ser que já criou.


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Maio.

Quando pequena os brinquedos pareciam mais que enormes, as luzes mais que coloridas e os cheiros e sabores mais que especiais.
Era como magia pura.
O vento frio, mas não gélido, abanava as blusas e fazia as toucas sempre caírem no chão. Era proibido sair de casa sem estar bem agasalhado e era de lei comer churros na Festa de Maio.
Festa essa que durava treze noites e quatorze dias, mas ainda criança ia apenas em três ou quatro,sempre no início, pois era um perigo no final, quando um verdadeiro "formigueiro humano se juntava", como dizia sua mãe.
Tudo era gigante e único. Seu maior moinho de vento eram os aviõezinhos, que davam tanto medo e ao mesmo tempo tanta alegria que era indescritível a sensação de estar lá.
Naquela época podia-se ser qualquer coisa, desde atirador de elite, quando o pai segurava a arma no Tiro ao alvo, até piloto de caça nos aviõeszinhos.Era-se quem queria ser.
Nessa época do ano as gripes e crises alérgicas eram comuns graças ao tempo seco e quando um ficava gripado, todos os outros ficavam também. Afinal, eram três e sempre seriam três.
Era uma loucura ir nos brinquedos todos, cada um queria um e sempre saia a conversa de amarra-los todos numa só cordinha.Mas pior era quando juntavam-se os primos.
Para as crianças era pura farra, mas para os adultos talvez não fosse tanto assim.
Os pais na verdade não deviam gostar de fato dessa bagunça, afinal eles trabalhavam durante o dia, mas as crianças nem ao menos dormiam com a ansiedade da festa.
No dia de ir todas as regras eram combinadas em casa: um cartelão para cada um, dez reais para comprar o que quisesem (sempre acabava sendo mais por causa dos quitutes trazidos na volta do trabalho ou pelos churros depois da escola), nunca desgrudar da mãe, dar sempre as mãos, nunca andar em fila, não falar com estranhos nem aceitar nada... As regras faziam parte da rotina de Maio, eram parte da Festa.
Depois de grande, os moinhos foram outros, a farra da Festa era ir em grupo. Ainda não abandonara o hábito de andar de mãos dadas e essas mesmas mãos eram também utilizadas para sinalizar quando alguém sumia em meio à multidão, tão temida na infância.
Nessa época os brinquedos dexaram de ser grandes, hoje são pequenos e não causam mais o mesmo vento no rosto e a impresão de que se pode ser o que se quer ser neste mês.
Os cheiros já não são tão bons e se parecem mais com cheiro de sujeira misturada com fritura. As luzes parecem pobres.Mas ainda há uma grande alegria na Festa: o sorriso da criança mais amada.
Sim, um simples sorriso faz com que tudo seja belo e mágico novamente e talvez simplesmente por isso os pais continuem levando seus filhos na Festa de Maio, para vê-los sorrir.
O incrível de crescer não é ver o passado ou ter outras ideias, é perceber que a magia da infância pode viver conosco, ao nosso lado e que sempre existirão crianças para segurar nossas mãos na Festa de Maio.
3

Os Memes diante do atraso...

Pois bem, fiquei fora por alguns dias e voltei agora com três Memes...
Eu gosto desta forma de se descubrir quem são as pessoas, é uma forma interessante de se perguntar "Quem é você?".

Primeiro Meme: " A Sexta Foto"
Esse eu recebi da Arisa (Cadê você???) e gostei muitíssimo, gosto muito de fotos...

As regras:
Vá à pasta de fotos do seu computador;
Vá à sexta pasta de fotos do seu computador;
Coloque essa foto no blog e escreva alguma coisa sobre ela;
Convide 6 amigos(as) para participarem e fazerem o mesmo.

A Foto e sua história:


Hum...Essa foto foi numa noite muito bacana em Itapira no ano passado, no inverno.Um grupo de amigos meus e do meu irmão foi à um morro chamado Morro Pelado (sim, muitas piadinhas saiaram por causa desse nome...). Num frio congelante, já era mais de meia-noite(somos doidinhos mesmo...), fizemos uma fogueira,o Rapha tocava violão e nós todos cantávamos. Foram momentos especiais... Na foto estamos Eu; Lê ,amor da minha vida; Rapha meu irmão; Li e Drica grandes amigamores.

Quero saber da Sexta foto: da Lary My Fantastic Dreams, da Iana Voando Alto...Pensando Alto, da Lu Paes Trinta Livros, um Ano, do Israel Nothing , da Lina (que já fez por sinal)As insanas melodias da Lina da Pollyhttp://pollyok2.zip.net/.


Segundo Meme: "Dez coisas que você encontra no meu quarto."
Esse eu recebi da Lary e da Lina e, claro,achei uma belezinha...Queria fazer como a Lary fez e colocar as fotos, mas no momento estou desarmada de uma câmera fotográfica. Uma pena.

As "Coisas":
Em primeiro lugar, meu quarto não é só meu, é nosso: do Lê e meu. Engraçado, sempre morei com alguém chamado Lê, antes minha irmã, hoje o amor da minha vida.
O que mais gosto no nosso quarto são nossas alianças que estão sempre repousando na estante do computador quando estamos em casa... Depois vêm nosso porta retrato com nossa foto preferida. Temos também muitos bichinhos de pelúcia, apenas um é do Lê realmente (José, a lontra), temos então o meu preferido: o Vitor Hugo, grande amigo do Tigro e dos outros que ficam sentados na estante. Há caixas também, três para ser exata, uma com as cartas de Lina, uma com as cartas da Alê e uma toda delicadinha que ganhei de presente, as outras duas eu fiz. Tem também muitos CDs que nunca são ouvidos. Sempre há um livro em algum lugar, no momento é "Conserto para corpo e alma" do Rubem Alves. Os celulares, é claro. Canetas, lápis e muito papel, quase todos rascunhados... Sempre há também uma receita ou um certo caderno de receitas perdido por aqui. E se encontra também um caderno especial que ainda está fora do lugar: um Caderno de Cartas, que vive por perto para receber noticias de primeira mão. Ele ainda não está no seu destino e sim no remedente.
Eu mando esse Meme para três pessoas: Iana, Lu Paes e Polly.

Terceiro Meme: "A quinta da 161"
Esse eu recebi da Lina e achei interessante. Sempre suspeitei que todas as frases completas de um livro têm significado próprio e descobri estudando gramática que para ser frase uma oração tem de ter sentido completo. Por isso nem todo verso é uma oração mas sim uma frase.

As regras:
1- Agarrar o livro mais próximo;
2- Abrir na página 161;
3- Procurar a quinta frase completa;
4- Colocar a frase no blog;
5- Não escolher a melhor frase, nem o melhor livro! Utilizar mesmo o livro que estiver mais próximo;
6- Passar para cinco pessoas!
O Livro: "Poesia de Álvaros de Campo" da editora Martin Claret (Quase um livro de cabeceira)

A quinta frase (Verso, no caso):
"O soldado que morre pela pátria sem saber o que é a pátria"

Eu quero saber da quinta da 161 da Dressa Essence From Freedom , do Isrrael, da Iana, da Polly e da Lu Paes.

Obrigada a todos pelos Memes... E Iana eu não me esqueci do Selo, ele terá uma postagem especial.

Só pra constar: " E quem irá dizer que existe razão
nas coisas feitas pelo coração,
E quem irá dizer que não existe razão..."
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A construção do Futuro.

O que somos hoje é uma mistura do que fomos ontem, com os sonhos que tínhamos e os planos que temos. Somos alicerce feito ontem, construção de hoje e projeto de amanhã.
O futuro só a Deus pertence? Não, só a nós pertence. Pois somos os construtores da vida, a semente do amanhã gernina dentro de nós e como bons jardineiros devemos rega-la e aduba-la, sem esquecer que a muda que vive hoje será árvore amanhã...
Sou um ser povoado de emoções e razões, povoado de sonhos e planos, sou um ser com Futuro.
Ah o Futuro...Ouvi uma vez que era uma doce ilusão e que sempre seria diferente daquilo que planejanos. Descubri que ele pode ser diferente do projeto mas nunca deve deixar de ser nosso.
Segundo Almir Sater, "Cada um carrega o dom de ser capaz, de ser feliz", e eu concordo com ele, pois cada ser vivente na Terra carrega conssigo uma sentelha divina, a sentelha do construir. Sim, somos todos semideuses. E o que é um semideus senão uma figura que carrega nas mãos o próprio Futuro? Que desenha em seu caderno as linhas de sua vida?
Um semideus é um ser que carrega dentro de si suas próprias decisões. Isso nos torna especiais.
E a graça não está em tentar adivinhar o futuro, mas em construí-lo, detalhe à detalhe.Como quando sonhamos com uma casa, com uma faculdade ou com um restaurante. Todos os sonhos cabem no nosso Futuro, pois cada um será construído com nossas mãos. O que não nos cabe é sonhar com as pessoas.
Elas nunca serão quem queremos que sejam, mas quando nos abrimos percebemos que a beleza está nos olhos de quem a quer ver e vemos que todo ser carrega o tempo na ponta dos dedos, entre o cair e o equilibrar. E isso não está em nossa decisão.
O Futuro é a coisa mas instável que pode existir, pois cada um que constrói um futuro tem a liberdade de muda-lo quando bem entender e é por isso que viver de futuro é disperdiçar a maior oportunidade que existe: o Presente.
Sim, esta divisão do tempo que nos une à todo instante ao Passado e ao Futuro. E que deve ser usado para ponderar os dois aproveitando essa dádiva.
Nós somos o Futuro de nossos tataravós e Passado de nossos tataranetos. Não sei se eles nos sonharam mas sei que somos interligados, como tudo no Tempo. Afinal é para isso que ele serve,
para interligar as coisas num fio contínuo sem início nem fim: num ciclo.
Nosso Futuro é a continuidade do nosso ciclo, e depende unicamente de nós para ter sucesso.
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O Amor e a Generosidade.


O amor.
Sentimento mais sublime e perfeito que pode existir. Não fere e nunca diminue, nunca subtrai ,apenas adiciona nas equações da existência um "q" a mais de vida...
Existem amores e amores e todos são de verdade. Como as águas do mar que são várias formando um só oceano, ele povoa o nosso ser fazendo com que várias partes diferentes formem uma só.
Todo ser humano é capaz de amar e a partir desse amor é capaz de erguer o Mundo. O Mundo gira porque existe amor nele. As flores desabrocham e as crianças riem porque há amor em volta destes seres e a vida segue em diante quando se cria amor por ela.
O amor apenas constrói.
Diante dele somos únicos e vívidos, somos seres imperfeitos inspirados em sua perfeição, carregando conosco a paixão.
Quanto a paixão, é o sentimento mais feroz que pode ser domado,quando incapaz de construir,destrói, porém quando usada como combustível, nos move para além da coragem...
Além da paixão o amor traz conssigo a generosidade, um sentimento concretizado num ato.
Num ato que faz com que os olhos sejam brilhantes de bondade e a voz terna e aconchegante como uma suave melodia.
As pessoas que amam são generosas. Não apenas com o ser amado,mas com o Mundo. E ser generoso vai além do material, abrange o espírito e torna a alma branca. Não branca de neutra, mas branca pela união de todas as cores, pois é isso que a generosidade carrega, a união.
Eu vivi a união por esses dias fora de minha casa, na casa de alguém que à muito eu queria ver. E eu vi, no âmago deste ser uma alma pura, límpida e branca de tanta generosidade como eu já imaginava.
Vi também seus exemplos, o âmago de todas as famílias, a união entre duas pessoas que se amam e geram deste amor filhos, formando um núcleo perfeito em seus sentimentos. Eu me senti parte da família ao entrar pela porta, como uma prima que à muito não era vista...
Percebi que não sou única em acreditar que somos mais fortes quando encontramos a pessoa certa e tive mais certeza que para o amor não há distância, nem hipocrisia, nem necessariamente um convívio comum, há apenas a generosidade de se abrir e a simplicidade de se acolher.
Eu fui acolhida de braços abertos e agradeço muito por um dia mais que especial.

Dedicado à Lina e à linda Família da qual ela faz parte.